As vezes nos pegamos nutrindo sentimentos que temos a consciência de que não são construtivos, mas por outro lado inevitáveis. Ouve-se por aí o tempo todo em paz, amor, compreensão. E acredito mesmo que isso é essencial, indispensável, irrevogável e irretratável, no velho e bom jurisdiquês..rsrsrs.
Mas não tem jeito, se fosse assim tão simples, a vida seria um mar de rosas, até mesmo porque sabemos de tudo o que há de errado, e o simples fato de termos essa consciência, não nos afasta de passar por certas coisas, tomar certas atitudes. Incrivel, não é?
O engraçado disso tudo é que sinto um milhão de coisas ao mesmo tempo e o tempo todo. Ultimamente, por exemplo, tenho me sentido egoísta. Egoísta por não estar tão feliz o quanto eu deveria com a felicidade da pessoa que amo incondicionalmente, em virtude de expectativas profissionais por ela alcançadas, mas que sem querer irão me afastar um pouquinho dela. Egoísta porque o real motivo da minha felicidade eu não consigo revelar para as pessoas que mais amo, a minha mãe ou minha avó, por exemplo. Egoísta porque deixo de pensar em mim e as vezes sinto falta de mim mesmo, como se eu estivesse ausente comigo mesmo, por estar demasiadamente do outro lado, onde já se viu, ser egoísta com vc mesmo?
Li um livro uma vez, e como é best-seller todo mundo também deve ter lido, que diz que o maior pecado da vida é roubar...Desse jeito: quando contamos a mentira, roubamos a oportunidade de alguém saber da verdade, quando matamos alguém, roubamos a vida desse alguém, quando entristecemos, roubamos a felicidade e por aí vai...
NOSSA COMO EU PECO...rsrsrsrs...mas, por mais incrível que possa parecer, eu peco mais comigo mesmo do que com as pessoas.
Já parei pra pensar e cheguei a conclusão de que eu penso tanto nos outros que roubo a oportunidade de me construir, de me montar. A verdade é que eu me preocupo demais. Um gesto meio torto me preocupa se aquela pessoa não me enxerga mais como me enxergava antes, uma coisa que fazia e não faz mais me incomoda. Eu sei, eu sei, sou inteiramente radical, o rei do 8 ou 80. Ame ou Odeie.
Mas fazer o que? não sei ser mais ou menos...eu sei ser bem mais, e melhor ainda sei ser bem menos, mas ficar ali em cima do muro é algo que ainda não aprendi. E isso não é algo que eu critique, eu só ainda não sei, pra mim é algo desconhecido e, bem sabemos que o desconhecido costuma assustar. Voltando, não critico aqueles que preferem passar a vida assim, até mesmo porque, já cansei de ver que embora a vida dessas pessoas sejam sem muita emoção, elas quebram a cara bem menos do que eu. Não se aventuram, não se arriscam e muitas são felizes ou assim parecem ser, sei lá. Mas estas estão sempre ali, tá sempre tudo BEM. Não está nunca maravilhoso, ótimo, mas tá sempre tudo bem.
Que loucura, né? Chega um ponto da sua vida que fica tudo tão louco, vc ama demais alguém e não pode dividir a sua felicidade com todos que ama. Vc se sente egoísta por não estar tão feliz quanto deveria estar pela mesma pessoa que ama, porque está pensando em vc aqui sozinho, mas não está pensando na conquista pessoal e profissional que aquilo representa para o outro. Entre outras coisas. Ainda assim, resta espaço pra alegria, pra curtição, para os amigos, para as festas e tudo o mais. Isso é tudo muito louco.
E é por isso que tem horas que o papel fica assim, todo rabiscado, sem ordem, um bando de palavras falando de um montão de coisas e dizendo coisa nenhuma, porque é justamente assim que acontece na cabeça da gente e justamente por isso que somos criaturas inigualáveis. Por essa loucura toda. Porque pensamos e existimos.
E é por isso que tem horas que o papel fica assim, todo rabiscado, sem ordem, um bando de palavras falando de um montão de coisas e dizendo coisa nenhuma, porque é justamente assim que acontece na cabeça da gente e justamente por isso que somos criaturas inigualáveis. Por essa loucura toda. Porque pensamos e existimos.
Desse jeito doido e até meio torto, EXISTIMOS!!!