As vezes me pergunto o que há de errado comigo. O grande problema é que não encontro resposta. Nem mesmo sei se há algo errado de fato. Apesar de termos a consciência que somos completos em nós mesmos e em nossas essências, de repente vc percebe que existe alguém que é extremamente essencial na sua vida. De repente, a privação da presença, mesmo que por pouco tempo se torna penitencial. As coisas que fazíamos sozinhos e que dizem respeito somente a você como pessoa única e completa dentro de um contexto único, o da existência, passam a não ser mais tão essenciais. Seria mais fácil relaxar, observar tudo de fora e levar tudo muito na normalidade. Isso porque de fato as coisas são assim, NORMAIS. Embora, normais pra quem nunca passou por isso. Todas aquelas situações que até certo momento de nossas vidas não presenciamos, tornam-se desastrosas, até encontrarem a normalidade. O engraçado é que me sinto totalmente incompreendido. Sabe quando ninguém entende o seu sentimento, acha uma bobeira. É muito difícil, porque, além de tudo, temos que guardar tudo pra nós mesmos. Não há meios de extravasar, mas só de conter.
Na verdade acho que to meio cansado de ser o compreensivo. To começando a cobrar compreensão também. Quero poder ser ouvido e compreendido, embora não concordem comigo. As pessoas, não são iguais. Tem pontos de vista e maneiras de encarar as situações de forma diferentes.
To aqui, mas não to aqui também. A cabeça voa, como um turbilhão de pensamentos que ora me fazem sentir alívio, ora me fazem desesperar.
As vezes o chão me falta, outras consigo esquecer e encontrar o caminho. Vou me redescobrindo o tempo todo. Nunca pensei que pudesse me sentir assim. Ter e não ter ao mesmo tempo é absurdamente complicado, confuso e totalmente paradoxal.
Me resta esperar. O tempo é um descomplicador natural, independente da nossa vontade.
To aqui, embora lá. Tentando estar aqui, mas querendo estar em outro lugar.
Até!