quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Pobre de mim


Hoje, ao voltar do almoço me deparei com um grupo de alunos do IBMEC, veteranos e calouros, os últimos, “coitados”, fazendo o famoso e ultrapassado elefantinho, nesse sol de rachar, com sensação térmica de quase 50º no Rio de Janeiro.

Nossa!!! Aquele falatório e a alegria generalizada me fizeram sentir uma saudade imensa de quando entrei na faculdade, do trote, da celebração, da excitação com o novo, dos novos amigos que seriam para a vida toda. Afinal, por que não?

Também fazia um calor intenso na minha semana e chovia torrencialmente à tarde. O centro do Rio alagava, era um horror, fiquei com “UFRJ” marcado na testa por uns dias, por causa do sol. Mas foi muito, muito, muito divertido. Tive sorte e excelentes veteranos e colegas de turma que me remetem a momentos memoráveis desse tempo. 

Ainda assim, naquela época eu acreditava que somente seria plenamente feliz quando me formasse, tivesse um bom emprego, estabilidade financeira e a liberdade para fazer o que me desse na telha, quando quisesse, sem ter que dar satisfação a ninguém.

Pobre de mim. Mal sabia o quanto estava sendo absolutamente feliz naquele momento, um grande erro que tanto cometemos diariamente.

Hoje, 11 anos depois e com quase 30 na cara, não me permito mais relembrar o passado com saudosismo exacerbado. Faço o possível (e não é tarefa fácil), para não projetar demais minha felicidade no futuro, e agradeço e busco ser feliz todos os dias. Já não tenho tanto tempo como antes e reservo ao futuro, apenas a esperança de dias mais felizes ainda, sem focar necessariamente nele.

Porque pra ser feliz, só se for agora.

Após olhar aqueles alunos, suspirei. E desejei que eles soubessem aproveitar ao máximo aquele momento. 

Me deu vontade de gritar: 

Mas que vida boaaaaaa!!! Aproveitem!!!!