segunda-feira, setembro 04, 2006

Poesia do Amor que sofre

Do amor que tanto sente e vibra
o desespero exaspera desolado
das mãos que um dia apaixonara
a agonia e a dor desperta sem agrado

O tempo que num instante estanca
transformando o belo em desastroso
abala o coração que sangra
permeando-o fraco e rancoroso

Não sabe o quão abalado fica
este que chora e roga em desespero
para que novamente não se repita
aquilo que constituiu o erro

Assim como o nada logo é tudo
o tudo revolto quase vira em nada
rogando sempre para que nada
possa lhe afastar de ser pra sempre tudo.