Hoje, ao voltar do almoço me deparei com um grupo
de alunos do IBMEC, veteranos e calouros, os últimos, “coitados”, fazendo o
famoso e ultrapassado elefantinho, nesse sol de rachar, com sensação térmica de
quase 50º no Rio de Janeiro.
Nossa!!! Aquele falatório e a alegria
generalizada me fizeram sentir uma saudade imensa de quando entrei na
faculdade, do trote, da celebração, da excitação com o novo, dos novos amigos que
seriam para a vida toda. Afinal, por que não?
Também fazia um calor intenso na minha semana e
chovia torrencialmente à tarde. O centro do Rio alagava, era um horror, fiquei
com “UFRJ” marcado na testa por uns dias, por causa do sol. Mas foi muito,
muito, muito divertido. Tive sorte e excelentes veteranos e colegas de turma
que me remetem a momentos memoráveis desse tempo.
Ainda assim, naquela época eu acreditava que somente
seria plenamente feliz quando me formasse, tivesse um bom emprego, estabilidade
financeira e a liberdade para fazer o que me desse na telha, quando quisesse,
sem ter que dar satisfação a ninguém.
Pobre de mim. Mal sabia o quanto estava sendo absolutamente feliz naquele momento, um grande erro que tanto cometemos diariamente.
Hoje, 11 anos depois e com quase 30 na cara, não
me permito mais relembrar o passado com saudosismo exacerbado. Faço o possível (e não é tarefa fácil),
para não projetar demais minha felicidade no futuro, e agradeço e busco ser
feliz todos os dias. Já não tenho tanto tempo como antes e reservo ao futuro,
apenas a esperança de dias mais felizes ainda, sem focar necessariamente nele.
Porque pra ser feliz, só se for agora.
Após olhar aqueles alunos, suspirei. E desejei que eles soubessem aproveitar ao máximo aquele momento.
Me deu vontade de gritar:
Mas que vida boaaaaaa!!! Aproveitem!!!!