segunda-feira, setembro 05, 2011

E a vida o que é?



Eu tenho uma adoração que beira o fanatismo pela vida. Não tenho a menor vocação para assistir minha vida passar sem agarrá-la com todas as minhas forças. Eu amo viver. No noticiário diariamente se anuncia o fim do mundo e eu ainda continuo acreditando na humanidade. Afinal, nós somos parte dela. Eu tenho medo da morte. E é um medo tão desesperador quanto o amor que tenho pela vida, afinal não consigo cogitar a hipótese de ir embora, ou ver os meus, a quem amo, partir. Sinto saudades de coisas enquanto ainda estou vivendo, sou saudosista demais, sensível demais, apaixonado demais, puto da vida demais. Tudo demais, mas não me permito ser menos. Não suporto a idéia de ser médio, de fazer o mínimo, de acordar pra dormir. Eu penso demais, em muita coisa, o tempo todo. Fico estarrecido olhando a rua pela minha janela. Fico embasbacado com a quantidade de gente que há no mundo com essas minhas viagens por aí afora. A maioria delas não faz a menor idéia que eu existo, mas o importante é que eu sei. Eu comemoro a minha existência. Mas se a vida tem sentido? Não faço a menor idéia. Mas também tenho pouco tempo para teorias existencialistas. Encontro o sentido da minha vida num chopp com os amigos, ou quando dou ou recebo o ombro de um amigo pra chorar. Quando nasce o filho de um amigo ou uma criança na família, quando recebo um carinho, quando a minha irmã diz eu te amo, ou estou andando com minha avó por aí simplesmente para dar e receber companhia. Quando a minha mãe fica desesperada porque está, sei lá, meio dia sem notícias minhas, ou meu pai larga tudo o que está fazendo para me ajudar no que quer que seja. Quando vejo a minha casa cheia de gente brindando a vida, meu coração transbordando de amor e sendo correspondido. Quando me satisfaço com o meu trabalho, recebo um elogio, abro uma lata de coca-cola, ouço a pipoca estourar na panela. Quando mergulho no mar, vou viajar... sei lá. Se a vida tem sentido não sei, mas que a gente vive muita coisa boa para dar sentido à ela, ah e como vive. E você, já deu sentido para sua vida hoje?

terça-feira, maio 17, 2011

O que você quer ver?



É incrível, mas são poucos os que conseguem enxergar que as pessoas não são boas, nem más, elas simplesmente existem e são instigantemente complexas. Não tem tanto para entender assim. É simplesmente mais razoável assumir os nossos próprios erros do que apontar os erros das outras pessoas, rotulando-as. Ninguém é capaz de compreender o outro se, por mais que se engane, jamais será capaz de entender a si mesmo.


Não quero com isso veicular uma falsa idéia de paz e amor e que devemos perdoar quem nos magoou. Não é nada disso. Apenas não acho correto julgar a atitude do outro. Nunca saberemos ao certo avaliar imparcialmente a razão de determinada atitude de alguém, se é que houve alguma razão. Só de tentar já me soa muito mesquinho ou até mesmo arrogante. Claro, nestas situações, ao menos entendo que devemos ter a opção, sem críticas, nem julgamentos, de nos afastar, afinal não precisamos compartilhar nossos bons e maus momentos, e principalmente os maus, com quem não tem nada a lhe acrescentar ou tem idéias e atitudes que não guardam qualquer relação com o que você acredita (mesmo?) que é nesta vida.


Sei lá se eu consegui me fazer entender, mas jamais compreenderei alguém que se sente sábio o suficiente para apontar a atitude de alguém como certo ou errado ou culpar o outro por problemas que ajudou a causar. Por que simplemente não assumir seus próprios erros? Que tamanha covardia!!!!


Gandhi sábio como só ele, certamente não teve apenas ações altruístas, mas entendeu que "devemos ser a mudança que queremos ver no mundo" e isso para mim não é só mais uma citação, daquelas para posar de bonito nas redes sociais, como também uma grande lição de vida, pois é muito mais gratificante buscar sermos melhores a cada dia e, desta forma, cativar boas ações nas outras pessoas, do que viver uma vida procurando culpados para justificar nossas derrotas pessoais.


"É preciso força pra sonhar e perceber


Que a estrada vai além do que se vê"


(Marcelo Camelo)