Há certo momento da nossa vida que deixamos de ser suicidas. Não falo no suicídio propriamente dito, mas naquelas decisões de rompante, sem pensar ou analisar os prós e os contras, com a certeza de que vai dar tudo certo no final. Ao fazer esta reflexão sem abandonar a minha profissão, descobri que há um elemento guardado nestas decisões que demonstra culpabilidade da conduta, ainda que seja mínima. No direito chamamos isso de culpa consciente: a gente toma uma atitude achando que nunca vai acontecer nada e aí quando acontece: F#@deu!!!
Pois é, depois de uns anos, o jargão “vai dar tudo certo no final” perde um pouco o sentido, porque você descobre o elemento culpa, o famoso remorso. O que faz sentido, pois se você olhar pra trás e analisar as enrascadas em que já se envolveu, perceberá que se não deu errado, poderia ter sido melhor se tivesse havido um pouquinho de planejamento.
Aí chegamos a um ponto relevante. Planejamento. Será que é sinal de velhice? Não sei não, vamos ver. Quando não somos integralmente responsáveis pelos nossos atos, quer porque a família está sempre pronta a ajudar, quer porque ainda somos jovens demais para entender certas responsabilidades, temos a tendência a nos atirar ao fundo e esperar que no final do poço tenha água e não concreto. Podemos até achar que a queda será grande, mas não o suficiente para matar, isso não. Só que depois que vamos adquirindo mais e mais responsabilidades, cujo sucesso (ou insucesso) depende apenas de nós mesmos, paramos para pensar mais em como iremos conduzir determinados assuntos. Quer um exemplo, o jogo da roleta russa já está na sexta rodada e você sabe que se apertar o gatilho é você quem morre. Nesta situação você não pararia para pensar se vale realmente a pena jogar?
Mudar a forma de atuação na sua própria vida para uma conduta mais segura, não quer dizer que o frisson de viver acabou ou que a vida ficou chata. Nada disso, quando você começa a dar passos mais conscientes, consegue ter mais prazer no resultado, porque foi uma meta que foi atingida. É claro que devem ainda restar os momentos imprevisíveis que deixam a vida excitante e nos faz ter aquele joguinho de cintura para tudo acontecer da melhor maneira possível. Mas, dada a grandiosidade de fatores externos que podem fazer sua vida virar de um dia para outro, um pouco de planejamento e previsibilidade naquilo que depende um pouco mais de você não é nada mal, não acha?
Assim, o que para uns pode ser sinônimo de velhice, para mim nada mais é do que maturidade. Continuarei sempre vivendo cada dia como se fosse o último, mas sem esquecer que se não for, o amanhã precisa ser sempre muito melhor.
Pois é, depois de uns anos, o jargão “vai dar tudo certo no final” perde um pouco o sentido, porque você descobre o elemento culpa, o famoso remorso. O que faz sentido, pois se você olhar pra trás e analisar as enrascadas em que já se envolveu, perceberá que se não deu errado, poderia ter sido melhor se tivesse havido um pouquinho de planejamento.
Aí chegamos a um ponto relevante. Planejamento. Será que é sinal de velhice? Não sei não, vamos ver. Quando não somos integralmente responsáveis pelos nossos atos, quer porque a família está sempre pronta a ajudar, quer porque ainda somos jovens demais para entender certas responsabilidades, temos a tendência a nos atirar ao fundo e esperar que no final do poço tenha água e não concreto. Podemos até achar que a queda será grande, mas não o suficiente para matar, isso não. Só que depois que vamos adquirindo mais e mais responsabilidades, cujo sucesso (ou insucesso) depende apenas de nós mesmos, paramos para pensar mais em como iremos conduzir determinados assuntos. Quer um exemplo, o jogo da roleta russa já está na sexta rodada e você sabe que se apertar o gatilho é você quem morre. Nesta situação você não pararia para pensar se vale realmente a pena jogar?
Mudar a forma de atuação na sua própria vida para uma conduta mais segura, não quer dizer que o frisson de viver acabou ou que a vida ficou chata. Nada disso, quando você começa a dar passos mais conscientes, consegue ter mais prazer no resultado, porque foi uma meta que foi atingida. É claro que devem ainda restar os momentos imprevisíveis que deixam a vida excitante e nos faz ter aquele joguinho de cintura para tudo acontecer da melhor maneira possível. Mas, dada a grandiosidade de fatores externos que podem fazer sua vida virar de um dia para outro, um pouco de planejamento e previsibilidade naquilo que depende um pouco mais de você não é nada mal, não acha?
Assim, o que para uns pode ser sinônimo de velhice, para mim nada mais é do que maturidade. Continuarei sempre vivendo cada dia como se fosse o último, mas sem esquecer que se não for, o amanhã precisa ser sempre muito melhor.