Todo mundo guarda um segredo ou vários. Mas isso não é novidade, é mais metafórico mesmo. Tem sempre um pedaço de si mesmo que você não quer ou não permite que os outros conheçam. Não dá para ficar se abrindo por aí e desabafando os próprios medos e anseios para todo mundo ouvir. Há motivos e razões que são muito peculiares e pertencentes com tamanha intimidade a cada um que ficam guardados de uma forma especial dentro de nós. Nunca será possível decifrar todo um ser humano apenas com o olhar, com a convivência, com o passar dos dias e horas. Há sempre mais a descobrir, há sempre alguma coisa bem guardada. Tem certas coisas que nem nós mesmos somos capazes de revirar e trazer à tona. Acredito na simplicidade da vida e das coisas, mas nunca dos homens. O ser humano é muito complexo em si mesmo, o que acaba, de forma inevitável, influenciando na vida como um todo, tornando-a não tão simples assim. Gosto de ter um lugar dentro de mim que só eu sei o caminho. Aquele “eu” que está ali pronto só para mim, sempre que eu precisar. É a esse ser que me habita que eu devo explicações, satisfações e obediência. Não me preocupo, jamais, com o julgamento alheio, mas com o meu próprio, porque no fundo, bem lá no fundo, nós sempre sabemos diferenciar o certo do errado, o verdadeiro do falso, a felicidade da tristeza. A isso que chamamos de intuição e eu de amor próprio que devemos estar sempre conectados, porque este funciona como uma espécie de radar e eu desconheço alguém que tenha se arrependido por ter lhe dado a devida atenção.