A vida é pautada nos relacionamentos interpessoais que são travados. Ao longo do tempo, diversas pessoas entram e saem das nossas vidas, e outras que nem sequer conhecemos são responsáveis por mudanças de rumo, caminhos e trajetos que podem nos impactar diretamente. Em alguns momentos nos deparamos parte de alguém que até então nunca existiu e que a falta é sufocante. Em outros, chegamos a conclusão de que pessoas que sempre estiveram ali ou por um longo período de tempo, não mais são essenciais. E a vida segue. Cada um que passa deixa uma marca, uma história e uma memória, boa ou ruim, mas essenciais para a formação daquilo que somos. Com certeza a máxima do Pequeno Príncipe é verdadeira, quando conclui que somos responsáveis por aquilo que cativamos, mas a vida não é tão simples assim. Então as vezes nos pegamos em situações que não desejamos e que acontecem sem qualquer ingerência nossa. São as surpresas da vida, os sobressaltos da alma, o ser e o estar presente num universo imenso de questões infindáveis ainda desconhecidas. A vida é muito para ser explicada em textos ou divagações, por mais inteligentes que possam parecer, estes não passam de balela. Por vezes nos identificamos com um certo pensamento em uma fase de nossas vidas, o que não quer dizer que daqui a cinco minutos ou algum tempo depois, tal constatação não faça mais o menor sentido. Por que tudo é muito grandioso e absolutamente impossível de ser resenhado. Vai-se vivendo dia após dia sem certezas, pois que são relativas, mas com garra de aproveitar ao máximo tudo e todos que nos são apresentados, para que no final reste um ser que viveu, simplesmente viveu, com todo o significado que isso possa ter para cada um.