Entender a mente das pessoas é bastante complicado. Até que ponto devemos ir ou chegar para alcançar esse entendimento? Qual o limite??
É complicado!! E se pararmos pra pensar, vamos compreender que a maioria das pessoas não tem essa resposta e uma minoria acha que alcançou a plenitude, mas de fato não está nem perto.
Com o passar do tempo e da vivência que adquirimos com ele, vamos nos sentindo mais seguros dos nossos atos e as vezes nos esquecemos de encarar as situações da nossa vida com mais simplicidade, acreditando que as pessoas devem necessariamente se moldar aquilo que escolhemos para nós mesmos como modelo padrão de comportamento e de vida.
Até certo ponto essa é a postura mais ideal. Mas como tudo na vida, tal atitude, quando tomada exacerbadamente, não nos permite admirar novas experiências e formular novos conceitos. Isso não quer dizer que devemos nos tornar produto do meio ou objeto da sociedade hipócrita que nos atinge. Mas devemos observar que somos parte de uma estrutura muito maior que nós mesmos e que é importante saber lidar com as diferenças e com as peculiaridades de cada ser humano.
Embora muitas vezes acreditemos que somos únicos e que devemos depender tão somente de nós mesmo, a roleta viva da vida vai girando e nos mostrando que não é bem assim. Nos mostra que o isolamento em uma pouca dose nos leva a reflexão, mas o isolamento total nos leva a depressão.
Não somos nem devemos ser peças de um jogo pré-moldadas. De que vale passar por cima de tudo e não conseguir reconhecer um gesto de carinho, uma palavra de afago ou uma súplica de ajuda? De que vale viver a vida achando que se alcançou o limiar da maturidade e estacionar, se impedindo de vislumbrar novos horizontes e de alcançar novas conquistas? Não essas conquistas exteriores, mas a grande experiência de conseguir avaliar e progredir com o verdeiro eu interior presente em todos nós.
Uma coisa eu tenho mais do que certeza e sem dúvida nenhuma acredito ser essencial para que sejamos capazes de alcançar a plenitude. Não uma plenitude absoluta, pois esta só realmente existe na cabeza dos incapazes de avaliar o turbilhão de acontecimentos que permeiam a nossa volta, mas uma plenitude que nos permita avaliar o crescimeto: " Muitos dos que têm endereço certo passam pela vida sem nunca percorrer as avenidas do seu próprio ser. São forasteiros para si mesmos. Por isso são incapazes de corrigir suas rotas e superar suas loucuras."